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St. Barth

Um Paraíso Chamado St. Barth

St. Barth, um paraíso desconhecido.

Quem está presenciando essa fase de crise econômica e política no Brasil perde um pouco a noção do que seja um país com um estilo de vida mais digno, seguro e organizado.

Saiba que existe uma pequena ilha no Caribe, chamada St. Barth, que representa um verdadeiro conto de fadas em se tratando de vida em sociedade – além de ser um incrível paraíso com paisagens deslumbrantes e mar de cor azul turqueza.

St. Barth é um destino bem exclusivo, com hotéis caríssimos e constantemente frequentado por celebridades internacionais. A Beyoncé bate carteirinha por lá em seu milionário iate.

Porém, há uma falsa concepção de que seja um destino para poucos, embora eu tenha que concordar que nessa época de real desvalorizado realmente é difícil ir para praticamente qualquer lugar fora do Brasil. Mas não podemos deixar isso nos abater, se possível.

Como meus negócios não foram afetados pela crise até o momento, pelo contrário, pude me dar o presente de fazer uma viagem de 15 dias pelo Caribe em fevereiro, e como meu namorado pega onda, um dos destinos que escolhemos foi St. Barth.

Graças ao site Airbnb nossa estadia por lá foi possível sem deixar grandes fortunas em hotéis caríssimos, o que é uma boa dica para quem deseja visitar St. Barth com orçamento baixo.

Ficamos 5 noites em St. Barth e foi maravilhoso, valeu cada minuto!

Imagine um lugar paradisíaco e, ao mesmo tempo, tão seguro que as pessoas estacionam seus carros com os vidros abertos nas ruas. Um lugar onde não há lixo jogado no chão, o trânsito é amigável e as pessoas mais amigáveis ainda.

Para chegar em St. Barth existem apenas duas opções: barco ou avião (somente aqueles bem pequeninhos pousam na ilha). A ilha mais próxima é St. Maarten, de onde saem a maioria dos barcos e aviões para a vizinha exclusiva.

O trajeto de barco é mais barato, e dura 40 minutos. Várias empresas fazem o trajeto, embora tenha encontrado o menor preço com a Great Bay Express.

Chegamos no aeroporto de St. Maarten às 14:30, e pegamos o barco para St. Barth às 17:30. Nesse tempo em que esperamos para sair comemos um peixe muito gostoso no restaurante do porto, porém bastante caro, já que o local é bem turístico (estávamos morrendo de fome da viagem, senão teríamos buscado algum “local’s food” como gostamos de fazer em viagens).

O trajeto do barco é rápido, mas passamos um pouco mal, já que o mesmo era todo fechado e tínhamos que ir do lado de dentro. Qualquer pessoa que já tenha andado de barco sabe que ficar dentro é passar mal na certa!

Ao chegar em St. Barth, a pessoa que nos alugou o studio pelo Airbnb já havia reservado um carro para nós, conforme havíamos pedido, e o automóvel nos aguardava no porto. Nesta ilha não existe transporte público, e os táxis são absurdamente caros, portanto ou você aluga um carro, ou uma scooter, não tem muita opção nesse sentido.

Nós optamos pelo carro por dois motivos: primeiro, porque estaríamos com prancha de surfe, e pelo que vimos lá as scooters para locação não tem suporte para prancha. E segundo, que como é uma ilha pequena, as ruas são muito estreitas e um pouco perigosas, os carros vem rápido nas curvas em alguns momentos então ficamos com receio, já que não conhecíamos nada.

Gustavia

Ficamos em um apartamento/studio excelente, pequeno, porém limpo e confortável. Óbvio que tinha que ter internet, já que tanto eu como o namorado trabalhamos através dela.

Quando eu viajo não costumo produzir como se estivesse em casa, até porque uso um computador diferente em casa, com dois monitores, e sou bem acostumada com ele. Então vou me virando com o notebook, fazendo apenas o que não dá para deixar para amanhã.

Mas sinceramente, meus projetos já estão bem encaminhados e não precisam de mim o tempo todo para gerar rendimentos, graças ao esforço que tive no começo de cada um deles e com a passividade que trabalhar com produtos digitais me proporciona.

Voltando à St. Barth, a ilha é minúscula e é possível dar a volta inteira nela em 1 dia. Isso se for parando nas praias, porque se quiser dar a volta direto é possível fazer umas 3 vezes no dia. Mas é impossível ver aquelas praias maravilhosas de águas cristalinas e não querer parar para dar um mergulho, ou simplesmente curtir a paisagem.

Como ficamos em um apartamento com cozinha, economizamos muito com as refeições. Fizemos uma compra boa no mercadinho ao lado do aeroporto, e comemos quase sempre no ap. Tem um local’s food muito gostoso no centrinho, na cidade de Gustavia, em meio a vários restaurantes e bares luxuosos. Só de passar por ali é possível identificá-lo.

A moeda utilizada em St. Barth é o Euro, mas eles costumam aceitar dólar também. Só tome cuidado se quiser pagar em dólar, já que muitas vezes os comerciantes locais fazem a conversão que eles quiserem na hora e se você não estiver esperto pode acabar pagando mais do que deveria.

Logo no primeiro dia, acordamos, pegamos o carro e saímos dirigindo. Em apenas 10 minutos de onde estávamos hospedados, demos de cara com uma vista surreal de uma praia absurdamente linda. Víamos ela lá do alto, paramos o carro e decidimos descer. A praia era Colombier, a que consideramos a mais bonita da ilha ao final da viagem.

Colombier

Para chegar a Colombier, se você não estiver em um barco é preciso fazer uma trilha de aproximadamente 15 minutos. A trilha é bem tranquila, uma grande descida, portanto a volta é que pode ser mais cansativa. Mas vale muito a pena!

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Víamos pessoas parando lá em cima, apenas admirando a vista e indo embora. Essas pessoas não sabem o que perderam ao não descer para a praia, com areia branquinha e águas calmas azul turqueza.

Curtimos muito essa praia, estava bem vazia (isso porque era a alta temporada deles rsrs), acho que as pessoas ficam com preguiça de descer. O único imprevisto foi na volta, ao subir a trilha, que eu dei um leve tropeço e fui me segurar justo em um Cactus!

Sim, aquela planta desértica é encontrada aos montes em St. Barth, e eu fiquei com a mão cheia de espinhos depois disso, mas nada que me desanimasse para o resto da viagem (uma pinça resolveu grande parte deles).

Acho que conhecemos todas as praias da ilha, vou falar aqui sobre elas.

As Praias de St. Barth

Colombier:

Já falei sobre ela acima, consideramos a praia mais bonita de St. Barth.

Governeur:

Governeur

Praia linda de águas calmas, em meio a mansões milionárias e um pouco escondida para chegar. Apesar disso, foi uma das com mais banhistas que encontramos. Quando digo que estava cheia, não passa nem perto de Ubatuba na alta temporada.

Saline:

Esperávamos mais dessa praia. Não tem como dizer que uma praia em St. Barth não é bonita, mas perto das outras, não achamos tanto. Talvez porque no momento em que fomos lá o dia estava um pouco cinza.

Toiny:

Toiny

Meu namorado pegou boas ondas nessa praia. Na primeira vez que passamos lá estava muito mexido, mas no dia seguinte bateu um swell bom que deixou as ondas perfeitas para ele se divertir. Eu fico na praia admirando a paisagem enquanto isso. Porém, para quem quer apenas pegar praia e dar um mergulho no mar não é a mais indicada, já que é fundo de pedra e a corrente é um pouco forte. Boa para surfistas mesmo. Mas a vista é linda, vale a pena conhecer.

Cul-de-Sac:

Água bem clarinha e azul turqueza, muito calma. Tem um restaurante pé na areia que é legal conhecer, bom para comer um cheeseburguer com a água batendo nos pés, já que as mesas ficam praticamente dentro do mar. Ótima praia para quem curte Stand Up Paddle, andar de Caiaque, entre outros.

Marigot:

Bonita, calma e bem vazia.

Pointe Milou:

Milou

Na estrada principal você verá placa para esse local. Não chega a ser uma praia, mas sim uma vista incrível em meio a mansões milionárias. Vale a pena chegar lá de carro e conhecer.

Lorient:

Lorient

Outra praia boa para surf, bem movimentada e agitada. Para mergulhar não é tão aconselhável, já que tem fundo de pedra e alguns ouriços, o que não é muito agradável aos banhistas.

Nikki Beach:

Um dos cartões postais de St. Barth, é uma praia linda, super badalada, cheia de barzinhos, hotéis e restaurantes. Não comemos em nenhum lugar por lá, e uma conhecida nos disse que passou mal ao comer em um restaurante japonês. Mas não significa que seja tudo ruim, vale a pena provar se você tiver vontade.

St. Jean:

Uma das minhas preferidas, fica ao lado de Nikki Beach mas é um pouco menos agitada. A cor do mar é linda e adoramos ver os aviões chegarem no aeroporto ao lado, a sensação era de que eles estavam vindo para cima da gente, o que dá um friozinho na barriga rs…

Anse des Cayes:

Era a praia em que nosso apartamento ficava. Não é muito turística, víamos apenas alguns surfistas por lá e é difícil de parar o carro. Mas vale a pena dar uma passada para conhecer.

Flamands:

Foi uma das primeiras que conhecemos, muito bonita, cheia de casas em volta.

Corossol:

Praia legal, mas achei um pouco sem graça, nem fiquei. Quando fui nela já tinha conhecido a ilha inteira, e ela não é páreo para muitas praias de lá.

Shell Beach:

Shell Beach

MARAVILHOSA! Quase não conhecemos lá. No penúltimo dia conhecemos um italiano que disse – meio desanimado – que tinha ido lá e que era bonita. Pegamos o carro e fomos conhecer, mas não conseguíamos achar a entrada. Fica ao lado da capital de St. Barth, Gustavia.

Fomos seguindo o mapa e buscando a entrada, até que encontramos uma escadaria para o forte. Decidimos subir a escada para ver o que tinha lá, e quando chegamos em cima tivemos uma visão incrível dessa praia paradisíaca de St. Barth, que em minha opinião “briga” com Colombier pelo título de mais bonita da ilha.

A areia é lotada de conchas, por isso o nome, e tem um único bar/restaurante chamado Do Brazil que é de um ex tenista profissional casado com uma brasileira. Não experimentei, já que era muito caro, mas não queríamos sair dessa praia nunca. Também é ótima para mergulhar com snorkel próximo às pedras.

Resumindo, aproveitamos cada segundo que passamos em St. Barth, e definitivamente foi um dos melhores lugares que já conheci. Uma segurança e limpeza surreal, além de paisagens para não colocar defeito.

Na volta, pegamos o barco novamente e para nossa alegria ele era aberto! O mar também estava mais calmo, então fomos bem tranquilos e não passamos mal dessa vez. Tentei ver se conseguia avistar uma baleia (meu sonho ver uma baleia em alto mar – e não no Sea World), mas não foi dessa vez.

Chegamos em St. Maarten e o resto fica para outro post.

Publicitária por formação, empreendedora digital por vocação e atuação. Aqui você encontrará relatos do meu cotidiano em uma das profissões mais recentes e inacreditáveis do mundo.

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